12/01/2011

Ser ou não ser Presidenta...

Recebido por e-mail: 
O novo acordo não o previa..... mas com a língua de Camões, não se brinca. Com a palavra os professores de língua portuguesa: Antonio Oirmes Ferrari, Maria Helena e Rita Pascale 
Queridos Amigos, 
Tenho notado, assim como aqueles mais atentos também devem tê-lo feito, que a candidata Dilma Roussef e seus sequazes, pretendem que ela venha a ser a primeira presidenta do Brasil, tal como atesta toda a propaganda política veiculada pelo PT na mídia. 
Presidenta??? Mas, afinal, que palavra é essa totalmente inexistente em nossa língua? Bem, vejamos: No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... 
Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade. Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. 
Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta". 
Um bom exemplo seria: "A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta."

5 comentários:

Ana disse...

Pois... Será q vamos ter novo acordo?
Eles não vão abdicar da PresidentA!!

JPD disse...

Estas coisas de alteração da forma de escrever é uma maçada porque qualquer um de nós, depois de aprender a escrever e fazê-lo diariamente, com dificuldade vai atrás das novas regras.

Os meu pais saíram do «PêHagá» de PHarmácia.
Depois o «Pê» saíu da Pharmácia para ir para o Paracetamol.

Agora é essa questão de «O» Presidente ou «A» Presidenta.
Eu escolheria A Presidente.
Ponto final.
Bjs

Justine disse...

Poderá haver razões técnicas para essa tomada de posição, mas sobre este assunto o António Guerreiro tem no Expresso de 08/01 um artigo que considero muitíssimo interessante,em que chama a atenção para "a ideologia e os valores que se alojam na linguagem, modelada por um poder que nela se inscreve". Vale a pena ler.

Rosa dos Ventos disse...

Eu coloquei esta questão no meu FB e houve opiniões nos dois sentidos!
Creio que o artigo referido pela Justine será mais uma achega!
Se Dilma passar a intitular-se assim, assim será tratada...
A Língua é um organismo vivo e por isso sempre em mutação!

Lilá(s) disse...

Vim desejar-te bom fim de semana
Beijinhos