28/08/2010

Pelos caminhos de Portugal...

Apanhar o comboio em Santa Apolónia com destino à Covilhã e observar o que a paisagem tem para nos oferecer.
O Tejo é realmente belo! Aqui ou ali deixamos de ver o rio, mas logo a seguir aparece esplendoroso, não obstante a fraco caudal e a poluição que ninguém vê, ou quer ver...
A tradição do turismo sol e mar faz com que muitos se esqueçam das belezas do interior.
Praias fluviais, piscinas com muita qualidade, algumas, eu sei.
Já antes me tinha aventurado por Janeiro de cima, este ano fui até Ribeira da Venda (a única que se revelou desastrosa, já que não tinha água?!), Carvoeiro, Ortiga, Amieira, Fetel ...
Poderá descobrir outras tantas aqui Guia das praias fluviais.
Fui até Nisa, Vila Velha de Rodão, Abrantes, Ladeira, Góis...
Existem realmente locais encantadores que vão empobrecendo devido à ausência de população e aos fogos. As autarquias investem muito para oferecer equipamentos de qualidade a quem as quiser visitar. pegue no carro, entre no comboio e descubra o que temos de melhor, cá dentro...
Mudemos o disco de dizer mal do nosso país e de nos queixarmos da crise.  Se não quiser gastar muito dinheiro leve pic nic, só não esqueça de trazer o lixo e deixar o local tão impecável como o deixou.
Boas férias!

27/08/2010

Bertolt Brecht

Tendo em conta que o post anterior estava com problemas de definição, reeditei o texto e copiei os comentários já feitos.
Eugen Berthold Friedrich Brecht nasceu em Augsburg a 10 de Fevereiro de 1898 e morreu em Berlim a 14 de Agosto de 1956.
Para além de dramaturgoe poeta foi encenador.
Gosto de muitos dos seus poemas, embora o meu preferido seja este:
Do rio que tudo arrasta se diz que é violento
Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem
Deixo outros exemplos da sua vasta obra:
"A indiferença"
Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.

“Elogio da Dialéctica”
A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração; 
isto é apenas o meu começo
Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos
Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã

26/08/2010

A cadela do Padre de Envendos


imagem daqui
Este anos fiz férias pelo interior do país. Descobri localidades que desconhecia, locais espectaculares. Encontrei pessoas e costumes tão nossos.
Em  Envendos fiquei pasmada com o facto do Padre ter uma cadelinha presa com uma corrente ao sabor das intempéries: agora calor mas em breve o frio. 
Enquanto lá estive levei-lhe água e ração. Apenas pergunto será que o padre não deixa Deus entrar no seu coração? quem sabe se assim não libertaria a cadelinha...
Antigamente escreviam-se quadras para denunciar qualquer "coisa" e afixavam-se na porta da igreja...
O padre de Envendos
é um homem sem coração
gosta de pregar na missa
mas trata mal o seu cão.

O padre de Envendos
é um padre fatela
usa o cabelo comprido
mas prende a sua cadela

Pedimos ao padre de Envendos
que entre em meditação
cumpra a  penitência
e libere o seu cão...

A rima é pobre, mas a prece é sincera!

Sem comentários (1)

25/08/2010

Frases que fazem sentido (1)


“Portugal é hoje um paraíso criminal onde alguns inocentes imbecis se levantam para ir trabalhar, recebendo por isso dinheiro que depois lhes é roubado pelos criminosos e ajuda a pagar ordenados aos iluminados que bolsam certas leis'.”
Barra da Costa, criminologista

24/08/2010

22/08/2010

Obama é Muçulmano! E depois?

Só 34 por cento acertam que Obama é cristão
Um cada vez maior número de norte-americanos acredita, erradamente, que o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é muçulmano, de acordo com uma sondagem feita pelo independente Pew Research Center. Mais em http://www.publico.pt/Mundo/quase-20-por-cento-dos-norteamericanos-acham-que-obama-e-muculmano_1452050
Tenho estado de férias e afastada do mundo. Apenas espreitei um dia a BBC para ver a notícia de que os EUA deixaram o Iraque (imagino o tamanho da PEGADA que lá deixaram) e para saber o quão assustador é a catástrofe no Paquistão).
Hoje deparei-me com esta notícia "Obama é Muçulmano". Não é a religião do cidadão, Obama, ou do presidente dos EUA que me incomoda. o que verdadeiramente me incomoda é que isso espante alguém.
Corrijam-me se estiver errada ou se  a minha mente estiver a ser demasiado simplista: Existe alguma lei que diga que o povo americano só pode ser católico - e a liberdade? - existe alguma lei nos EUA que proíba qualquer candidato a ter outra religião que não a católica? Na verdade tendo em conta as atrocidades cometidas pela igreja católica ao longo dos séculos e mais recentemente até é vergonha ou pouco abonatório ser católico...
Não simpatizo nem antipatizo com o presidente dos EUA. Sempre me irritou a euforia em torno desta figura do homem só por este ser preto - muito estranho já que pretos existem muitos nos EUA e são americanos, proclamando-se este o país com mais liberdade do planeta, quiçá galáxia, não sei onde está o espanto.
Obama é um cidadão americano como outro qualquer, para além da sua cor, ou religião, candidatou-se, ganhou, tem feito merdas e mais fará, mas não tem culpa de o terem idolatrado - até lhe deram um prémio... da paz  - 
Que o achem incompetente ou que se tenham arrependido de ter votado nele, é uma coisa agora que impliquem com o homem pela sua religião já é perseguição. A seguir, vão implicar com ele porque gosta ou não de quiabos? 
Eu gosto mais de batata doce, não que isso vos interesse na medida em que não tenho qualquer importância, para  além da que é permitida aos cidadãos anónimos, mas fica  a informação caso queiram fazer alguam perseguição bloguista 
Bom domingo!

16/08/2010

A colheita...

"Colheremos infalivelmente aquilo que semearmos. Plante apenas sementes de optimismo e amor para colher frutos de alegria e felicidade".

Julien Dupré
La recolte des foins


15/08/2010

Por vezes a poesia é tão forte que não pode ser cantada...


Metade
Osvaldo Montenegro

Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.

Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...

Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.

Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.

E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.

Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.

E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também

14/08/2010

Amizade ou amor?

O vídeo é longo, mas todo ele encantador e ternurento. Confesso que me emocionei.  Lembrei-me do  Fred, o meu companheiro de 10 anos e que recolhi, já ele adulto, das ruas... na prática foi ele que me descobriu e me encantou.
Tenho saudades dele, à noite costumo ouvir o seu sono e as patas a andar pela casa, são tão reais que acabo por acordar. Talvez ele seja um anjo que volta a zelar por mim como tantas vezes o fez em vida.
Quando me perguntam porque tenho uma relação tão forte com os animais costumo responder "Porque um animal apenas nos pode morder e as pessoas podem destruir-nos sem nos tocar...". Muitos ficam chocados outros em silêncio, mas é a mais pura verdade.
Os  animais são realmente espectaculares, cada vez me convenço mais que temos muito  aprender com eles...
Bom fim-de-semana

13/08/2010

Harmonia...


Monica Stewart-Unique


Ver-te é como ter á minha frente todo o tempo
é tudo serem para mim estradas largas
estradas onde passa o sol poente
é o tempo parar e eu próprio duvidar mas sem pensar
se o tempo existe se existiu alguma vez
e nem mesmo meço a devastação do meu passado

Ruy Belo

12/08/2010

O meu país...










Ouvi por acaso esta canção(qualquer semelhança como meu país é pura coincidência)...
... e pensei no meu país que é Portugal.

Amo o meu país, este belo país em que se podia viver maravilhosamente não fosse um número cada vez maior de "mas" e "ses".
Por onde começar, onde encontrar o fio da meada que nos permitiria encontrar o(s) responsável(eis)? 
Tal como os incêndios  também os responsáveis pelo estado do meu país atacam em várias frentes.
Falta brio e responsabilidade. Falta sentido de justiça, de amor ao próximo, de amor ao país, falta sentido de PÁTRIA, enfim a crise começou por atingir os valores. Onde mora o último político com sentido de estado? (por favor não me venham falar em Mário Soares que é tão "Chulo" como outro qualquer).
Os corruptos andam de cabeça erguida, porque não têm consciência nem vergonha e a justiça não os condena; como o pode fazer se  a própria justiça precisa ela de ser chamada à razão.
A crise económica é grave, mas o que mais me aflige é o que está por trás desta crise: a certeza de que quem tem poder pode fazer o que quiser que ninguém será responbilizado.
Podemos acusar o governo, principalmente Sócrates, mas isso não muda a realidade: o mal não está só na política.
A comunicação social estende a passadeira vermelha a Carlos Cruz como se este fosse mesmo uma vítima. (Dizia ele que estava a explicar à filha todo este processo da Casa Pia...Pergunto eu: e se a filha lhe perguntasse "pai o que fazias quando as meninas da minha idade com que te divertias choravam?) 
No meu país as vítimas da Casa Pia serão esquecidas, os carrascos serão dados como inocentes e todos acharemos isso normal.
O país arde e todos acharemos normal porque é Verão e está calor.
Os crimes de corrupção aumentam, mas achamos normal porque ELES é que mandam e têm a faca  e o queijo na mão. Os bancos roubam qualquer cidadão, mas claro dentro da legalidade e por isso nada lhes acontece.
Os mineiros, pescadores e trabalhadores rurais reformados vivem com uma miserável reforma que em nada os dignifica mas o estado esbanja Rendimentos Social de Inserção e subsídios de desemprego (Claro que fica de fora desta crítica todos os que os recebem justamente).
Nunca me considerei xenófoba nem racista mas confesso que começo a sentir uma grande revolta com a forma como o meu país funciona. Os ciganos que em nada contribuem para a riqueza do país recebem elevados subsídios (no outro dia nos CTT uma cigana recebia 1400 euros, valor mais elevado que o meu ordenado), e  computadores Magalhães, porque um Magalhães quando nasce é para todos mas depois vão vendê-los na feira do relógio.
Generalizando mais uma vez e por isso aumentado a percentagem de erro, irrita-me que o estado invista cada vez mais em escolas para  alunos que não querem aprender (nem os pais se preocupam com isso, desde que tenham boas notas e um canudo).
No meu país todos têm direitos e ninguém tem deveres, 
A sociedade está hipotecada e por conseguinte o meu país irá afundar-se. Até aceitava uma bancarrota se encontrasse bem no fundo do meu país -  mas não tão fundo que me aproximasse dos submarinos - uma réstia de valores, brio e sentido de justiça.
Não sabemos cuidar dos nossos velhos, das nossas crianças nem dos nossos animais, nem tão pouco sabemos cuidar de nós mesmos.
Eu sei que estamos no mês de Agosto (há muito que deixou de ser o "querido mês de Agosto", como no filme...)
mas alguém me sabe dizer como salvar o meu país?
O meu país:

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem Deus é quem domina
Que permite um estupro em cada esquina
E a certeza da dúvida infeliz
Onde quem tem razão baixa a cerviz
E massacram - se o negro e a mulher
Pode ser o país de quem quiser
Mas não é, com certeza, o meu país

Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm vez, nem diretriz
Mas corruptos têm voz e vez e bis
E o respaldo de estímulo incomum
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é com certeza o meu país

Um país que perdeu a identidade
Sepultou o idioma português
Aprendeu a falar pornofonês
Aderindo à global vulgaridade
Um país que não tem capacidade
De saber o que pensa e o que diz
Que não pode esconder a cicatriz
De um povo de bem que vive mal
Pode ser o país do carnaval
Mas não é com certeza o meu país

Um país que seus índios discrimina
E as ciências e as artes não respeita
Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina
Um país onde escola não ensina
E hospital não dispõe de raio - x
Onde a gente dos morros é feliz
Se tem água de chuva e luz do sol
Pode ser o país do futebol
Mas não é com certeza o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que é doente e não se cura
Quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir da noite escura
Um país que engoliu a compostura
Atendendo a políticos sutis
Que dividem o Brasil em mil Brasis
Pra melhor assaltar de ponta a ponta
Pode ser o país do faz-de-conta
Mas não é com certeza o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

09/08/2010

Doces mentiras...


Quando lhe disserem que os touros não sofrem (grande e indecente mentira) lembre-se destas fotos...
Aproveite para votar neste inquérito on line:
Vote SIM! e divulgue!
http://www.ionline.pt/conteudos/inquerito.html?idEncuesta=125 
Vamos seguir o exemplo da Catalunha e acabar com este "triste e horrendo espectáculo" em Portugal! 
Colabore! Obrigada!

05/08/2010

O que vive dentro de nós...

THE DOG WHO WAS A CAT INSIDE
E porque também sinto que tenho um ser oposto dentro de mim...

03/08/2010

Primavera, Verão, Outono e Inverno



Leitora com guarda-sol, 1921
Henri Matisse ( França 1869-1954
Verão rima com livros, mas Outono, Inverno e Primavera, também...

Tropeçavas nos astros desastrada 
Quase não tínhamos livros em casa 
E a cidade não tinha livraria 
Mas os livros que em nossa vida entraram 
São como a radiação de um corpo negro 
Apontando pra a expansão do Universo 
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso 
(E, sem dúvida, sobretudo o verso) 
É o que pode lançar mundos no mundo.
Tropeçavas nos astros desastrada 
Sem saber que a ventura e a desventura 
Dessa estrada que vai do nada ao nada 
São livros e o luar contra a cultura.
Os livros são objetos transcendentes 
Mas podemos amá-los do amor táctil 
Que votamos aos maços de cigarro 
Domá-los, cultivá-los em aquários, 
Em estantes, gaiolas, em fogueiras 
Ou lançá-los pra fora das janelas 
(Talvez isso nos livre de lançarmo-nos) 
Ou  o que é muito pior  por odiarmo-los 
Podemos simplesmente escrever um:
Encher de vãs palavras muitas páginas 
E de mais confusão as prateleiras. 
Tropeçavas nos astros desastrada 
Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas.


02/08/2010

Les uns e les autres...

E para que não digam que só divulgo atrocidades, vejam este minuto de brincadeira. Vale  a pena.

01/08/2010

O Papa, a igreja e outras histórias

Desde já passo a informá-los que para além de não gostar deste papa a igreja, enquanto instituição, faz-me brotoeja (lá na minha aldeia diz-se bretoeja) e dá-me volta ao fígado e à vesícula. 
Pronto! Agora que já avisei posso continuar a escrever com a minha consciência mais tranquila.
Ao ouvir Pedro Malaquias, na sua crónica matinal da Antena 2, dizer que o Papa está a escrever um livro para crianças, confesso que me assaltaram muitas questões.
De que trata o livro? Será sobre a vida dele, papa; a vida de Cristo; a justa e coerente igreja ao longo dos séculos, os grandiosos padres e papas que ao longo da história tão bem trataram o seu povo e as suas crianças?
Será que vai pedir desculpa por ter sido um jovem nazi, por crença ou cobardia, ou pedir mil perdões por ter fechado os olhos a todas as atrocidades que os seus “Homens” pedófilos fizeram ao longo dos tempos?
Qual será o conteúdo deste livro? Sabemos que começa por Once upon a time”… A partir daqui os mais de 2000 anos de cristianismo são uma fonte inesgotável de histórias.
Porém, não vá dar-se o caso de  Joseph Ratzinger, o homem, ou Benedetto XVI, o papa, faltar-lhe matéria de inspiração, deixo-lhe aqui esta história que se passa lá para os lados do riquíssimo santuário de Fátima:
O ESCÂNDALO do Santuário de Fátima em relação ao abate de animais é conhecido de muitos, mas ninguém ainda conseguiu parar esta crueldade.
As ordens partem da Reitoria do Santuário, para que todos os cães que aparecem por Fátima, quer sejam adultos ou cachorros, quer tenham donos ou não, são capturados pelos seguranças e colocados na caixa que apresentamos em foto.
Esta caixa está mesmo nas traseiras do santuário, no local das oficinas. Ali ficam os cães durante algumas semanas, ao frio e à chuva de Inverno, à chapa do sol, no Verão. Sem direito a comida ou água, num espaço mínimo onde a maioria nem se consegue colocar de pé…
Existem alguns seguranças que não levam os cães capturados para este local, conseguem levar alguns para casa e adoptam-nos ou arranjam donos entre os seus vizinhos ou colegas de trabalho. Boa gente esta que sofre em ver os animais assim tratados, mas que se sente impotente com a ameaça de perderem os seus empregos.
Mas existem também dois seguranças, que violentam cruelmente os cães, com foices de podar oliveiras, dando com elas nas pernas dos cães que ficam em carne viva, a sangrar e com grandes cortes extremamente dolorosos e muitas vezes as pernas partidas. 
Esses cães são posteriormente levados, para esta caixa, permanecendo até que a carrinha da Câmara de Ourem tenha tempo para os vir buscar. 
Lá, são colocados, já muito debilitados, para abate, e são-no todos num prazo de poucos dias.Quem nos informou, disse-nos também, que os cães que lá estão, vivem os poucos dias que lhes resta em condições extremamente miseráveis.
A Câmara Municipal de Ourém tem prometida (há demasiado tempo) a construção de um canil para recolher animais abandonados e o não abate de animais, mas como não existe interesse da Câmara nem pressão suficiente pela parte de quem abomina esta situação, para a construção do dito canil de protecção de animais perto de Fátima, vai adiando e esquecendo esta promessa e vai gastando a verba que já tinha disponível para esta construção em outras obras que lhes dão mais votos aquando das autárquicas.
A FAA soube também que existe um engenheiro que reporta directamente à reitoria do santuário, que deixa veneno (de acção ultra rápida) para matar alguns cães mais difíceis de apanhar… Não conseguimos ter acesso ao seu nome, mas sabemos que existe apenas um engenheiro com funções ligadas à área verde que circunda o santuário.
Mais grave a situação se torna de algum tempo para cá, que os cães depois de serem colocados na caixa, desaparecem antes que a carrinha da Câmara os venha buscar, ou tenha conhecimento que eles lá estão. Pensamos que são abatidos por alguns trabalhadores do santuário, porque os cães ladram á noite e podem incomodar os turistas, ou podem levantar suspeitas de maus tratos contra os animais perpetrados num local “sagrado”.
Não sabemos quantos animais foram mortos com a chegada do 13 de Maio e com a vinda do actual representante da Igreja Católica a Fátima, mas acreditamos que quem lá for, não vê nenhum cão, porque as ruas foram limpas, tal como é sempre feito com uma regularidade impressionante.
Esta é uma situação abominável, pela parte de quem se diz representante de Deus, não é compreensível tamanha crueldade num espaço que querem fazer sagrado e que eles próprios profanam e o sujam de morte e sangue.
Deixamos aqui o contacto do Santuário, para quem quiser mostrar a sua indignação perante esta monstruosa atitude. Peçam para encaminhar a vossa chamada para a reitoria:
249 539 600”
E porque a minha consciência não católica me avisa preciso dizer que respeito muito todos os que pertenceram à igreja e muito fizeram pelas suas ovelhas. Também os houve/há!
Aos restantes, abomino-os