07/09/2010

MÁQUINA DO TEMPO - António Gedeão



O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
Daí, que este arrepio,
este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.

7 comentários:

Ana Paula Sena disse...

Adoro de verdade este poema!

A escolha da imagem foi excelente. Se olharmos bem, quase nos sentimos a ser tragados por esse intervalo, "fresta de nada aberta no vazio" - o Universo, e nós nele.

Beijinho grande para ti :)

Rafeiro Perfumado disse...

E então se pensarmos o que existia antes do Big Bang, é caso para se dar em maluco. É que o conceito de "nada" faz-me impressão.

Justine disse...

Magnífico poeta!
E a foto, muito adequada:))

trepadeira disse...

E se tudo não passasse de uma estranha fantasia?
Um abraço,
mário

contagotas disse...

Adoro António Gedeão. Admiro o seu pragmatismo e a capacidade que teve de transformar em poema as temáticas mais diversas, mais comezinhas, mais inesperadas.

Que bom ter-se lembrado!
Bjo
MariaIvone

lis disse...

O poeta quando escreveu estava inspiradíssimo , é lindo.
com sua licença rsrs vou levar comigo .
adoro palavras que me deixa encantada! rsrs
perfeita escolha

abraços

Renata de Aragão Lopes disse...

Belíssimo!