31/10/2010
30/10/2010
Será da chuva, será do tempo, será ...
Como escreve Caio Fernando Abreu “Pensando melhor, continuavam sem saber, fazia muitos anos, se a
realidade seria mesmo meio mágica ou apenas levemente paranóica,
dependendo da disposição de cada um para escarafunchar a ferida.” (p.
45)
“Isso o remetia a outras feridas mais antigas, nem mais nem menos
dolorosas, porque a memória da dor da ferida antiga amenizou-se,
compreende? Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exactamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em
que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva.” (p. 45-46)
29/10/2010
28/10/2010
Adeus, Não Afastes Os Teus Olhos Dos Meus
Quando dormes
E te esqueces
O
que ves
Tu quem és
Quando eu voltar
O que vais dizer?
Vou sentar no
meu lugar
Adeus
Nao afastes os teus olhos dos meus
Isolar para
sempre este tempo
É tudo o que tenho para dar
Quando acordas
Porque
quem chamas tu?
Vou esperar
Eu vou ficar
Nos teus braços
Eu vou
conseguir fixar
O teu ar
A tua surpresa
Adeus
Não afastes os
teus olhos dos meus
Eu vou agarrar este tempo
E nunca mais
largar
Adeus
Não afastes os teus braços dos meus
Vou ficar para
sempre neste tempo
Eu vou, vou conseguir para-lo
Vou conseguir
para-lo
Vou conseguir
AdeusNão
afastes os teus olhos dos meus
Vou ficar para sempre neste tempo
Eu vou
conseguir para-lo
Eu vou conseguir guarda-lo
Eu vou conseguir
ficar
26/10/2010
Cine Eco
Como já devem ter reparado tenho estado ausente. Andei pelo Cine Eco em Seia.
Aproveitei e subi à Serra da Estrela, a paisagem queimada parte o coração, mas lá de cima a vista continua a ser deslumbrante.

À conta do queijo tenho uns quilos mais...


imagem daqui
Júri Internacional
GRANDE PRÉMIO CINE’ECO 2010
“Rumo à Eternidade” de Michael Madsen (Dinamarca, Suécia e Itália)
GRANDE PRÉMIO CINE’ECO 2010
“Rumo à Eternidade” de Michael Madsen (Dinamarca, Suécia e Itália)
PRÉMIO ESPECIAL DO JURÍ
“Um Grau Faz a Diferença”, de Eskil Hardt (Dinamarca)
“Um Grau Faz a Diferença”, de Eskil Hardt (Dinamarca)
PRÉMIO EDUCAÇÃO AMBIENTAL
“Chaparri, Os Sete Ursos da Montanha Sagrada”, de Granger-Charles-Dominique e André Charles-Dominique (França)
“Chaparri, Os Sete Ursos da Montanha Sagrada”, de Granger-Charles-Dominique e André Charles-Dominique (França)
PRÉMIO ÁGUA
“Vida à Venda”, de Yorgos Avgeropoulos (Grécia)
“Vida à Venda”, de Yorgos Avgeropoulos (Grécia)
PRÉMIO VALORIZAÇÃO DE RESÍDUOS
“Efeito Reciclagem” – Sean Walsh (Brasil)
“Efeito Reciclagem” – Sean Walsh (Brasil)
PRÉMIO VIDA NATURAL
“Xingu, A terra Ameaçada”, de Washington Novaes (Brasil)
“Xingu, A terra Ameaçada”, de Washington Novaes (Brasil)
PRÉMIO ANTROPOLOGIA AMBIENTAL
“As Horas do Douro”, de António Barreto e Joana Pontes (Portugal)
“As Horas do Douro”, de António Barreto e Joana Pontes (Portugal)
PRÉMIO POLIS
“Reidy, a Construção da Utopia”, de Ana Maria Magalhães (Brasil)
“Reidy, a Construção da Utopia”, de Ana Maria Magalhães (Brasil)
PRÉMIO CAMACHO COSTA
“Recife Frio” – de Kleber Mendonça Filho (Brasil)
“Recife Frio” – de Kleber Mendonça Filho (Brasil)
MENÇÕES HONROSAS
“Viva a Crise”, de Alexei Gubenco (Roménia)
“Heavy Metal”, de Huanqing (China)
“Lugar Sem Pessoas”, de Andreas Apostolis (Grécia)
Júri da Lusofonia
“Viva a Crise”, de Alexei Gubenco (Roménia)
“Heavy Metal”, de Huanqing (China)
“Lugar Sem Pessoas”, de Andreas Apostolis (Grécia)
Júri da Lusofonia
PRÉMIO DA LUSOFONIA
“Efeito Reciclagem” de Sean Walsh, (Brasil)
“Efeito Reciclagem” de Sean Walsh, (Brasil)
MENÇÕES HONROSAS
“Vela ao Cruxificado”, de Frederico da Cruz Machado (Brasil)
“Verde às Cinzas”, do colectivo de crianças da escola EB 2,3 do Sardoal (Portugal)
“Horas do Douro”, de António Barreto e Joana Pontes (Portugal)
“Diga 33”, de Ângelo Lima (Brasil)
“Vela ao Cruxificado”, de Frederico da Cruz Machado (Brasil)
“Verde às Cinzas”, do colectivo de crianças da escola EB 2,3 do Sardoal (Portugal)
“Horas do Douro”, de António Barreto e Joana Pontes (Portugal)
“Diga 33”, de Ângelo Lima (Brasil)
PRÉMIO ETNOGRAFIA
“Pelos Trilhos do Andarilho”, de Rodrigo Lacerda (Portugal)
Júri da JuventudePRÉMIO JUVENTUDE
“Rumo à Eternidade” de Michael Madsen (Dinamarca, Suécia e Itália)
“Pelos Trilhos do Andarilho”, de Rodrigo Lacerda (Portugal)
Júri da JuventudePRÉMIO JUVENTUDE
“Rumo à Eternidade” de Michael Madsen (Dinamarca, Suécia e Itália)
MENÇÕES HONROSAS
“Chaparri, Os Sete Ursos da Montanha Sagrada”, de Granger-Charles-Dominique e André Charles-Dominique (França)
“Vida à Venda”, de Yorgos Avgeropoulos (Grécia)
“Pelos Trilhos do Andarilho”, de Rodrigo Lacerda (Portugal)
Júri das ExtensõesPRÉMIO DAS EXTENSÕES
“As Horas do Douro”, de António Barreto e Joana Pontes (Portugal)
“Chaparri, Os Sete Ursos da Montanha Sagrada”, de Granger-Charles-Dominique e André Charles-Dominique (França)
“Vida à Venda”, de Yorgos Avgeropoulos (Grécia)
“Pelos Trilhos do Andarilho”, de Rodrigo Lacerda (Portugal)
Júri das ExtensõesPRÉMIO DAS EXTENSÕES
“As Horas do Douro”, de António Barreto e Joana Pontes (Portugal)
MENÇÕES HONROSAS
“Semeador Urbano”, de Cardes Amâncio (Brasil)
“Breu”, de Jerónimo Rocha (Portugal)
“Sonho de Humanidade”, de Amarildo Pessoa (Brasil)
“Semeador Urbano”, de Cardes Amâncio (Brasil)
“Breu”, de Jerónimo Rocha (Portugal)
“Sonho de Humanidade”, de Amarildo Pessoa (Brasil)
para mais informações visite: http://www.cineeco.org/
19/10/2010
Fez-se justiça em Portugal...

imagem daqui
VALE A PENA PERDER um minuto A LER ESTE ARTIGO….
Fez-se Justiça em Portugal. Finalmente..................... yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
*A justiça portuguesa está de parabéns!
* Depois de anos e anos a batalhar eis que surgem os primeiros resultados.
· Desde a morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia,
· Ao desaparecimento de Madeleine McCann,
· Ao caso Casa Pia
· Do caso Portucale
· Da compra dos submarinos
· Às escutas ao primeiro-ministro
· Do caso da Universidade Independente
· Ao caso da Universidade Moderna
· Do Futebol Clube do Porto
· Ao Sport Lisboa Benfica
· Da corrupção dos árbitros
· À corrupção dos autarcas
· De Fátima Felgueiras
· A Isaltino Morais
· Da Braga parques
· Ao grande empresário Bibi
· Das queixas tardias de Catalina Pestana
· Às de João Cravinho
· Dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida.
.Do processo Costa Freire / Zeze Beleza, quem não se lembra ?
· Do miúdo electrocutado no semáforo
· Do outro afogado num parque aquático
· Das crianças assassinadas na Madeira
· Do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico
· Do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal
· A miúda desaparecida em Figueira
· Todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou
· As famosas fotografias de Teresa Costa Macedo. Aquelas em que ela reconheceu imensa gente 'importante', jogadores de futebol, milionários, políticos.
· Os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran
· Os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal.
· O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
· E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência
Pois é... a justiça portuguesa está de Parabéns!
Depois de anos e anos a batalhar eis que surgem os primeiros resultados.
MULTADO POR GUIAR BURRA EMBRIAGADO
O agricultor que há uma semana foi apanhado a conduzir embriagado uma carroça puxada por um burra, na EN 17, em Celorico da Beira, foi ontem, quinta-feira, condenado, em processo sumário, a pagar 450 euros de multa. Pena pode ser substituída por trabalho comunitário, (Pois este sr. trabalha e não vive com qualquer subsidio do governo)
Jorge Rodrigues, de 34 anos, agricultor, foi condenado pelo Tribunal Judicial de Celorico da Beira, neste caso, a juíza Cláudia Jesus, que considerou “muito grave” o crime pelo qual o agricultor ia acusado, aconselhou-o a nunca pegar num veículo, seja ele a motor ou de tracção animal, depois de ter bebido, condenou um homem apanhado com uma taxa de álcool no san.uma pena de 90 dias de multa, à razão de cinco euros por dia, por ter sido apanhado a 11 de Agosto a conduzir o veículo de tracção animal com uma taxa de alcoolemia de 2,85 g/l no sangue.
O valor mínimo da multa aplicada, que totaliza 450 euros, teve em conta, segundo a juíza de turno que ditou a sentença, a situação social do arguido e o facto de ser primário. Foi-lhe ainda aplicada, como pena acessória, a inibição de conduzir qualquer veículo motorizado por um período de sete meses.
A pena exclui a proibição de o arguido guiar a carroça puxada pela burra, o meio de transporte que mais utiliza, pese embora ter licença, segundo o próprio, para conduzir tractores e motociclos." Venda a burra se ela for uma tentação”, desafiou
Até que enfim.... e em tempo recorde 8 dias depois julgado e condenado !!!!!!!!!!!!!!
YEAAAAAAAAH!...
Agora sim, sinto-me mais seguro !
Recebido por e-mail
Imperfeição...

"Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele Salta para fora do peito e depois quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas.
E outras vezes não volta. Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar ao nosso lado."
Li por aí, não encontro a referência...
17/10/2010
16/10/2010
14/10/2010
Vizinhos...
Precisamos mudar a nossa sociedade...Ou melhor, cada um de nós precisa mudar.
Num bairro pacato, os vizinhos não tardam a bater à porta quando um dos moradores decide tocar bateria a altas horas da noite. Mas o que acontece umas noites depois, quando o mesmo morador finge uma cena de violência doméstica. Será que os vizinhos acorrem aos gritos da vítima?
Uma curiosa experiência social levada a cabo em Johannesburg pela TOWA, uma instituição que luta contra a violência doméstica e abuso da mulher.
12/10/2010
Dúvidas...
Em todo este processo de quase falência do nosso país, surgem-me algumas dúvidas; tolas dirão uns, mas não deixam de ser as minhas dúvidas:
Facto 1: há desempregados - muitos -; há muita gente a receber subsídio de desemprego; há falta de auxiliares educativas nas escolas...
Pergunta nº 1 - porque não se seleccionam alguns destes desempregados, analisa-se o perfil e colocam-se nas escolas?
Facto 2: o administrador do Banco de Portugal disse que era preciso criar uma entidade independente que avaliasse os bancos.
Pergunta 2: mas para quê? para arranjar mais um presidente, vice-presidente e mais uns corjas que vão viver à nossa conta? Por acaso alguém consegue obrigar os bancos a fazer alguma coisa minimamente justa e democrata?
Facto 3: Este ano o prémio Nobel da economia foi dado a 3 grandes economistas.
Pergunta 3 - Mas há bons economistas? se os há porque a economia mundial está como está?
Facto 4: Afinal já não vai vigorar a obrigação de políticos, gestores e demais parasitas - incluindo presidente da república - de não puderem acumular reformas e ordenado.
Pergunta 4: Onde se encomendam soldados suicidas?
Facto 5: brevemente teremos eleições para a presidência da república.
Pergunta 5: se já se sabe que vai ganhar este incompetente porque vão gastar o nosso dinheiro na campanha eleitoral?
Facto 6: Existem muitos e "bons" analistas económico-financeiros. Alguns até já foram ministros, secreta´rios de estado e similares...
Pergunta 6: porque não fizeram nada enquanto lá estiveram? e como lhes cobrar a sua cota de responsabilidade em toda a situação actual?
Facto 7: A oposição, à esquerda e à direita, não se manifestou a propósito do assunto do facto 4.
Pergunta 7: quem acredita na oposição?
Facto 8: o PSD não oferece alternativa a este miserável governo.
Pergunta 8: para quando um governo de salvação nacional?
10/10/2010
Festival "Os Sons de Almada Velha"
Até 30 de Outubro, a celebração da música erudita faz-se, sempre aos sábados, em algumas das mais emblemáticas igrejas de Almada.
São vários os espaços religiosos da cidade que vão receber, todos os sábados a partir de 25 de Setembro, o Festival "Os Sons de Almada Velha" numa iniciativa inserida no Projecto de Dinamização Sócio-Cultural de Almada Velha.
Neste ciclo de música erudita participam vários intérpretes nacionais e internacionais, com destaque para os grupos do Concelho de Almada como o Coro Juvenil da Academia de Música de Almada, o Coro Canto Novo e ainda o Coro Polifónico de Almada.
A Igreja de Santiago, a Igreja de Nª Sr.ª do Bom Sucesso, a Ermida de S. Sebastião e ainda a Igreja e a Adega dos Frades do Seminário de S. Paulo, vão acolher os vários concertos deste Festival "Os Sons de Almada Velha".
A Igreja de Santiago, a Igreja de Nª Sr.ª do Bom Sucesso, a Ermida de S. Sebastião e ainda a Igreja e a Adega dos Frades do Seminário de S. Paulo, vão acolher os vários concertos deste Festival "Os Sons de Almada Velha".
Destaques
Dia 25 de Setembro - 19h00
"A Importância da Música na aproximação dos Fiéis à Igreja"
Igreja de Santiago
Dia 2 de Outubro - 18h00
"Missa a Oito Vozes"
Igreja Nª Senhora do Bom Sucesso
Dia 9 de Outubro - 19h00
"Padre António Vieira: A Palavra e a Música no Portugal Ultramarino"
Ermida de São Sebastião
Dia 16 de Outubro - 19h00
"Johann Sebastian Bach: uma faceta da sua Herança musical"
Seminário de São Paulo - Igreja
Dia 23 de Outubro - 19h00
"Música de Salão: um outro lado da escrita musical do Séc.XVIII"Seminário de São Paulo - Adega dos Frades
Dia 30 de Outubro - 19h00
"Um Retrato do Barroco: Les baricades misterieuses"
Ermida de São Sebastião
Dia 25 de Setembro - 19h00
"A Importância da Música na aproximação dos Fiéis à Igreja"
Igreja de Santiago
Dia 2 de Outubro - 18h00
"Missa a Oito Vozes"
Igreja Nª Senhora do Bom Sucesso
Dia 9 de Outubro - 19h00
"Padre António Vieira: A Palavra e a Música no Portugal Ultramarino"
Ermida de São Sebastião
Dia 16 de Outubro - 19h00
"Johann Sebastian Bach: uma faceta da sua Herança musical"
Seminário de São Paulo - Igreja
Dia 23 de Outubro - 19h00
"Música de Salão: um outro lado da escrita musical do Séc.XVIII"Seminário de São Paulo - Adega dos Frades
Dia 30 de Outubro - 19h00
"Um Retrato do Barroco: Les baricades misterieuses"
Ermida de São Sebastião
Mais informações aqui.
09/10/2010
A responsabilidade...

responsabilidade :
Fui educada para ser responsável. Desde muito nova, por motivos diversos, o peso da responsabilidade foi colocado sobre os meu ombros. Talvez porque a minha avó me obrigou a beber a responsabilidade no biberão, juntamente com outros tantos conceitos, não consigo aceitar que determinadas pessoas, mais grave porque são adultas, não consigam demonstrar responsabilidade.
Vem toda esta conversa a propósito de um episódio que tive que vivenciar na 5ª feira.
Estamos a organizar uma exposição e a dinamizar actividades diversas como palestras, workshops, etc. principalmente para alunos do 1º ao 3º ciclo. Os professores inscrevem os seus alunos no dia em que as actividades agendadas vão de acordo ao nível de ensino que leccionam. Posteriormente é-lhe enviado o conteúdo da exposição para que trabalhem a informação com os alunos de acordo com a disciplina que leccionam.
A visita à exposição é composta por uma palestra proferida por um investigador, um espaço vídeo sobre a temática do ambiente e a exposição que está dividida em duas partes: Biodiversidade e a Terra.
Já passaram por lá muitos alunos e professores de diferentes escolas, mas como o grupo de 5ª feira à tarde é que não.
As professoras chegaram com os seus alunos mas ficaram a conversar, os alunos corriam e saltavam por onde queriam, as professoras continuavam impávidas e serenas. Incrédula lá meti ordem na sala, convencida que as professoras se tinham envergonhado e fariam o mínimo dos mínimos que era olhar pelos alunos.
Não, não foi isso que aconteceu. As senhoras que recebem ordenado de professoras foram para o café e quase 50 alunos ficaram por ali. Não ligaram à exposição, iam estragando o plasma, a maquete e tudo o que viam pela frente. Aligeiro a cena para não me tornar mais chata.
mas pergunto: serão isto professoras? Claro que foram apenas 4 professoras e que não pode ser generalizado. porém, é gentinha como esta que deixa mal vista uma classe. Se fosse como em Espanha, fazia-se uma queixa à direcção da escola e as mesmas seriam despedidas. Em Portugal, continuam a receber o ordenado, quiçá têm a avaliação máxima e são as primeiras a ofender a ministra.
Aqui fico solidária com a anterior ministra, tentou, tentou mas não conseguiu afastar os incompetentes do ensino.
Para finalizar quero realçar que o grupo anterior era da mesma escola, mais alunos e um grupo de professores espectacular. Há diferenças! e na avaliação?
05/10/2010
04/10/2010
02/10/2010
"O mundo calou-se enquanto morríamos..."
Não conhecia a autora mas está muito, muito bem escrito. A história é a do povo do Biafra.
Vale a pena ler, porque mesmo que não seja divulgado existem muitos "Hitler's" por aí e muitos seres a sofrer, enquanto o mundo - que somos nós também - fecha os olhos.
“Meio Sol Amarelo”,
romance editado pela ASA que venceu o Orange Prize em 2007, pode parecer, à
partida, uma obra sem grandes argumentos para conquistar os leitores
portugueses. A autora, nigeriana, não só é desconhecida do público português
como tem um nome estranho: Chimamanda Ngozi Adichie. E depois, a história
decorre no Biafra, nação africana que já não existe e que surge inevitavelmente
associada à fome e à guerra – entre 1967 e 1970 tentou sem sucesso separar-se
da Nigéria. Só conquistou guerra, morte, fome e desilusão.
Então, porquê ler este romance? Antes de mais,
porque é bom, muito bom, escrito com paixão, sentimento que é transmitido na
perfeição ao leitor. Independentemente do tema, o que aqui temos é uma
excelente história (ou histórias), e bem contada, com paixão mas sem
dramatismos exagerados, mesmo que a envolvência pudesse levar a que fosse
percorrido esse caminho.
“Meio Sol Amarelo” é, assim, uma mistura de drama familiar com retrato
de um período da história, mas feito de uma forma em que não se distinguem os
limites de cada um dos géneros. O romance tem uma estrutura original que fez um
vaivém no tempo. Começa no ponto “A” e vai para “B” e regressa a “A” para de
novo voltar a “B”, permitindo estas deslocações temporais uma melhor
compreensão da complexidade da trama e da própria personalidade das
personagens. E está escrito de forma simples e crua, sem floreados, como o tema
impõe.
Cinco personagens notáveis construídas por
Chimamanda levam-nos a “reviver”, através do entrecruzar das linhas das suas
vidas, este drama biafrense que na altura indignou a opinião pública mundial.
Ugwu é um criado de treze anos de quem acompanhámos o crescimento, acelerado devido às vicissitudes da guerra. Ugwu trabalha para Odenigbo, professor universitário que mantém uma intensa relação com Olanna, que, por sua vez, tem uma irmã gémea de quem não podia ser mais diferente. Chama-se ela Kainene, uma mulher que se apaixona por Richard, um inglês atípico, já que se enamora verdadeiramente pelo Biafra, mas sem ser na perspectiva do colonizador.
Odenigbo é um dos intelectuais impulsionadores da revolta contra a Nigéria e assiste com grande desgosto e sofrimento à degradação das condições de vida do seu povo e, principalmente, da sua família. Não pretendendo, tal como Olanna, beneficiar de privilégios só por pertencer à elite intelectual, sofre na pele a cada vez maior escassez de bens e de moralidade que grassa no Biafra. Tanto ele como a mulher são dois retratos de como o povo sofreu com este conflito, desde a esperança ao desespero, uns descontrolando-se (Odenigbo), outros (Olanna) adaptando-se às circunstâncias para tentar levar uma vida o mais normal possível.
Ugwu é um criado de treze anos de quem acompanhámos o crescimento, acelerado devido às vicissitudes da guerra. Ugwu trabalha para Odenigbo, professor universitário que mantém uma intensa relação com Olanna, que, por sua vez, tem uma irmã gémea de quem não podia ser mais diferente. Chama-se ela Kainene, uma mulher que se apaixona por Richard, um inglês atípico, já que se enamora verdadeiramente pelo Biafra, mas sem ser na perspectiva do colonizador.
Odenigbo é um dos intelectuais impulsionadores da revolta contra a Nigéria e assiste com grande desgosto e sofrimento à degradação das condições de vida do seu povo e, principalmente, da sua família. Não pretendendo, tal como Olanna, beneficiar de privilégios só por pertencer à elite intelectual, sofre na pele a cada vez maior escassez de bens e de moralidade que grassa no Biafra. Tanto ele como a mulher são dois retratos de como o povo sofreu com este conflito, desde a esperança ao desespero, uns descontrolando-se (Odenigbo), outros (Olanna) adaptando-se às circunstâncias para tentar levar uma vida o mais normal possível.
“Meio Sol Amarelo”,
apesar de ser um retrato de uma guerra, é também (ou principalmente) um
excelente retrato de pessoas. Estas não deixaram de viver sua vida por causa da
guerra, mantiveram, nomeadamente, os seus problemas sentimentais. É uma faceta
em que poucas vezes se pensa quando se observa um cenário de guerra, mas à qual
Chimamanda Ngozi Adichie conseguiu dar uma textura impressionante. Afinal há
vida para além da fome, dos bombardeamentos, das violações, dos raptos, das
mutilações, etc. O modo como muitos tentam ter um quotidiano ao qual se agarrar
para conseguirem manter a estabilidade mental é retratado na perfeição neste
romance.
Lentamente, mesmo não dando por isso, o leitor
acompanha a decadência das condições de vida das personagens, o modo como se
tentam adaptar às novas condições.
Acompanha a desilusão que marcou este povo, que,
partir de uma certa altura, se sentiu desamparado, esquecido por aqueles que,
aparentemente, seriam os seus grandes apoiantes.
Chimamanda conseguiu o seu objectivo: transformou as
estatísticas da morte no Biafra em histórias de vida, e com isso, já a uma
distância considerável (houve tantas guerras mediáticas entretanto), recuperou
do esquecimento uma tragédia que marcou uma época.
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